3 de novembro de 2010

Nua

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E lá se vai mais uma noite fria e solitária...
O sol já vem raiando e aqui, em minha cama que agora parece ser tão grande sem a presença do teu corpo, permaneço a sentir a sua ausência e sonhar com teus abraços, quem sabe um dia eles não resolvem voltar para os meus braços, que ainda são tão seus...
Não penses que minhas noites são solitárias porque opto pelo isolamento, não!
Ainda ontem estive na presença de amigos e nem por isso deixei de estar sozinha!
É algo que vai além de uma simples presença; é uma lacuna que insiste em ser preenchida com o teu nome; é uma certeza que acusa que, ao contrario das minhas, as tuas noites tem sido bem calorosas, pois a minha ausência já não te faz falta; é uma dor que agride e fere meus princípios.
Esqueceste de avisar que tu és um grão de poeira que se perde com facilidade nos ventos do destino. Ainda não aprendi a adormecer sem a lembrança do teu sorriso e o doce sabor de teus beijos.
Sinto um frio, mas esse frio não é aquele que arrepia meus poros, não! É um frio que está prestes a congelar minha alma, vários foram os cobertores que usei para substituir o calor do teu corpo e não obtive êxito.
Não posso, nem tenho coragem para isso, pedir que tu voltes, mas confesso que por mim tu não terias sequer partido!
Sei que já não existe o “nós” e sim você, sua vida, eu e minha vida.
De quem foram os erros?
Não sei! Horas acuso a mim e a meu temperamento difícil, horas acuso você e seu orgulho banal e às vezes ouso acusar o destino [algo que jamais acreditei existir].
Levaste contigo um pedacinho de mim, preciso que devolvas meu coração, pois muitas são as acusações de frieza, às vezes tachada de “coração de pedra” ou “sem coração", acontece que de fato não o tenho mais, a pressa com que nos despedimos fez com que eu se esquecesse de guardá-lo de volta em meu peito. Não sejas egoísta, devolva-o, afinal ele já não te tens mais serventia mesmo!
Sei que deves está achando estranho eu admitir minhas fraquezas, acontece que acordei despida de orgulho, hoje minhas vestes são apenas o manto transparente da saudade.

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